O manejo de pastagem é um dos pilares da pecuária eficiente e sustentável. Quando bem executado, garante alimento de qualidade para o rebanho durante todo o ano, preservando a saúde do solo e das forrageiras. Nesta matéria, vamos entender os sistemas de pastejo, os principais conceitos envolvidos no manejo e como encontrar o ponto ideal entre produtividade e conservação.
O que é manejo de pastagem?
Trata-se de um conjunto de ações que visam obter o máximo de carne e leite por área, respeitando o desenvolvimento do capim e a qualidade do solo. A estratégia certa permite uma produção mais regular, evita a degradação da pastagem e assegura alimento nutritivo ao longo do ano.
Objetivos principais
- Produzir capim de forma constante por área.
- Preservar a fertilidade e estrutura do solo.
- Garantir alimento em quantidade e qualidade adequada ao gado.
- Evitar o esgotamento e a degradação da pastagem.
Sistemas de pastejo
Existem três principais estratégias:
- Pastejo contínuo: os animais permanecem o tempo todo na mesma área. Simples de manejar, mas pode provocar degradação com o tempo.
- Pastejo rotacionado: a pastagem é dividida em piquetes. Cada piquete tem períodos de uso e descanso, promovendo melhor aproveitamento e recuperação do capim.
- Pastejo diferido: parte do pasto é poupada para ser utilizada em épocas críticas, como o período seco.
Conceitos-chave do manejo de pastagem
- Taxa de lotação: número de animais por hectare.
- Pressão de pastejo: relação entre peso vivo animal e forragem disponível.
- Capacidade de suporte: número ideal de animais que a pastagem sustenta sem degradação, ao longo do tempo.
Lotação da Pastagem vs Produção por Área
Um ponto fundamental do manejo de pastagem é encontrar o equilíbrio entre o número de animais e a disponibilidade de forragem. O gráfico a seguir, adaptado de Jones e Sadlandd (1974), ilustra as três situações mais comuns de pastejo:

